O perfume dos campos da Provence

Poucas são as empresas que mantém no seu nome a região de onde vem. A L`Occitane en Provence, ou somente L`Occitane, como costumamos chamá-la, é uma delas. E por uma razão muito simples: seus produtos e sua filosofia estão muito atrelados à região de Provence, no sul da França, berço de cidades medievais conhecidas, como Avignon, Aix-en-Provence, Arles e Nîmes, onde se produz um excelente vinho. A própria paisagem do lugar, com muitos tons de roxo, lilás e amarelo, diversas vezes pintados pelos grandes impressionistas franceses Monet, Renoir e Cézanne, se confundem com a identidade da empresa.

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A marca denota um estilo tradicional, quase caseiro em suas embalagens e identidade, porém, engana-se quem acha que é uma empresa muito antiga. Foi fundada em 1976, por Olivier Baussan, que aos 23 anos, resolveu recriar as tradições de sua região. Na ocasião ele comprou um antigo destilador de vapor – peça que se encontra no hall de entrada do Museu -, e produziu óleo puro essencial de alecrim selvagem, colhido por ele mesmo. Nascia assim a L’Occitane, cujo nome foi inspirado em Occitania, uma antiga província do Sul da França e que faz referência às tradições da região do Mediterrâneo. Baussan hoje ainda responde pelo cargo de Diretor criativo mundial.

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Ir à Europa e não visitar a L´Occitane seria um despautério, já que a Exxmartt, digamos assim, foi concebida, nascida e criada dentro de uma empresa de cosméticos, a Natura, onde gere o Programa de Visitas até os dias de hoje.

Porém, quase ficamos sem visitar a empresa. Normalmente as visitas acontecem somente até a segunda semana de dezembro e estaríamos por aquela região somente na terceira semana. Por ordem do destino, Deus, astros ou coisa que o valha, naquele ano eles estenderam por mais uma semana as visitas e conseguimos marcar a nossa para o dia 19 de dezembro de 2012. (Ufa!!)

Para quem queira visitar, há mais informações no site (http://www.loccitane.com/factory-tour,29,1,2280,106337.htm), mas dou aqui um caminho mais simples que é o endereço de email pelo qual consegui o agendamento: accueil@manosque.tourisme.com

A Fábrica fica na cidade de Manosque, no norte da Provence, a mais ou menos 90 km de Marseille e 70 km de Aix-en-Provence, onde estávamos hospedados.

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Confesso que não foi muito simples encontrar o lugar, dentro das dependências da empresa, onde iniciaríamos a visita. Quando chegamos fomos intuitivamente entrando e naturalmente direcionados à um pequeno museu, onde logo na entrada, em um pequeno hall, pudemos ver o famoso destilador de Baussan, parte do acervo da companhia.

O pequeno museu possuía um caminho lógico, com uma linha do tempo bem desenhada, produtos expostos nas vitrines e bombinhas bem ao antigo estilo francês para experimentação dos perfumes. Alguns vídeos sobre extração de matérias primas e depoimentos também compunham o ambiente.

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O caminho do Museu leva à loja onde encontramos recepcionistas e nos identificamos como visitantes com hora marcada. Uma das delas, então, nos levou à entrada da fábrica, a uns 20 metros dali, juntamente com uma família de americanos. E foi ali que iniciamos nossa visita monitorada.

Não posso dizer que a acolhida foi exatamente à francesa. Apesar de sem muito calor ou entusiasmo, houve muita cordialidade e simpatia por parte da monitora.

Desde o início da visita a impressão que tivemos é que a fábrica e suas máquinas eram  muito pequenas para atender a toda demanda da L’Occitane, que está presente em mais de 100 países e possui mais de 2000 lojas. Para quem está acostumado com a fábrica da Natura, em Cajamar, com suas grandes linhas de envase e o gigantesco Armazém Vertical, tudo pareceu pequeno demais. Mas na visita eles transmitem sempre a ideia de que ali o processo produtivo ainda respeita as antigas tradições provençais, talvez por isso a impressão que tivemos.

A monitora trajava um avental com vários compartimentos e à medida em que discorria sobre determinado produto, sacava do bolso a matéria prima correspondente e entregava ao público para que pudéssemos manuseá-la.

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Ao final da visita foi exibido um vídeo relativamente longo que contava em detalhes a extração das matérias primas e, para o deleite do público, ganhamos algumas amostras de produtos para experimentação.

A partir dali, a monitora transformou-se em vendedora, pois continuou com o grupo até a loja e nos deu um coupon de 10% de desconto na compra de qualquer item.

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Para quem havia deixado mulher, sogra e mãe cuidando da filhota de apenas 6 meses em casa, não havia melhor lugar pra retribuir a gentileza. Difícil foi caber tudo na mala.

Gustavo Youssef

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