Um voo sem sair do chão

Como somos fornecedores da Embraer desde 2008, não poderíamos deixar de visitar uma empresa do setor. E por que não a maior? Partimos então para Toulouse, no Sudoeste da França, sede da AIRBUS, maior fabricante mundial de aviões comerciais.

Seu nome completo é Airbus Societé par Actions Simplifiée. A Airbus nasceu de um acordo entre França, Alemanha e Grã-Bretanha, em 1967, com o objetivo de fortalecer e remodelar a indústria da aviação, promovendo progresso econômico e tecnológico. Dois anos mais tarde, os ministros da defesa da França e da economia da Alemanha assinavam o projeto do A300, primeiro avião de passageiros widebody (com dois corredores) bimotor do mundo.  Para a realização do projeto foi feito um consórcio entre a francesa Aerospatiale e pela alemã Deutsche Aerospace, e que logo depois também contou com a participação da espanhola Construcciones Aeronautica AS.

Hoje a Airbus é uma subsidiária da EADS, que detém 80% de suas ações, e da BAE Systems, com 20%. Ambas empresas são as maiores fornecedoras de material bélico da Europa.

Atualmente, no Brasil, quem voa de TAM e Avianca, viaja em aviões da Airbus.

Em 2011, quando estávamos nos programando para ir à Europa, ao buscarmos na internet informações sobre visita na Airbus, nos deparamos com o site da empresa Manatour – agência terceirizada responsável pelas visitas -. Num ambiente bem organizado pudemos obter informações e agendar a visita.

Àquela época, a Airbus possuía 3 tipos diferentes de tours, a escolher: Lagardère, Heritage e Panoramic.

Agendamos os dois primeiros e deixamos o Panoramic para uma outra oportunidade, pois por questões de agenda não conseguiríamos ter tempo para percorrer de ônibus os 25 km da Airbus .

Quando o visitante chega na Airbus, placas indicam o local de início das visitas, que é um pequeno prédio com uma entrada bem peculiar, simulando um A380 (maior aeronave da companhia). Ali, o visitante faz o “check in” da visita, apresenta um documento e paga pelo tour escolhido.

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Enquanto o grupo da Exxmartt aguardava o início da visita, pudemos conhecer toda a família de aeronaves da linha A300 em maquetes com adesivagem informativa. Assistimos a uma animação bem interessante sobre o futuro da aviação, sempre fazendo menção aos protótipos da Airbus. O vídeo era exibido em looping e totalmente em francês, sem legendas.

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Anexo ao prédio há uma lojinha com uma variedade razoável de souvenirs da empresa. Como tenho um sobrinho pequeno louco por aviões, levei um A380 inflável que, cheio, ficou maior que ele.

O tour Lagardère, hoje conhecido por Tour A380, começa numa sala ambientada simulando uma torre de controle. Após algumas explicações da monitora sobre os testes realizados com a aeronave, assistimos ao vídeo do seu primeiro vôo. Ao terminar a exibição do vídeo fomos encaminhados para um ônibus que nos levou à montagem final. Nós que estamos acostumados a realizar visitas na Embraer, onde levamos os visitantes dentro da linha de montagem, nos decepcionamos um pouco, pois ficamos bem longe dos aviões. Subimos num alto mezanino, onde os monitores contam bem superficialmente alguns detalhes da montagem daquele gigante dos ares. Destaque para telas de LCD que, controladas remotamente pela monitora, mostravam alguns vídeos de curiosidades, como por exemplo a chegada e o transporte das enormes peças que compõem o avião pelas ruas estreitas de Toulouse.

Ao final deste tour, fomos levados a um mock up de um A380, onde pudemos visitar os dois andares da aeronave. Antes que nos decepcionássemos com a simplicidade de seu interior, a monitora fez questão de explicar que cada companhia aérea customiza o interior da aeronave da maneira que lhe convier. Com certeza esta explicação deixou com que nossa imaginação criasse o interior que quisesse.

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O tour Hèritage foi bastante interessante. Apesar do acervo da Airbus não ser dos maiores, tampouco dos mais conservados, tivemos a oportunidade de ver de perto um avião Beluga e um Concorde no qual pudermos entrar. Um sonho pra quem gosta de aviões.

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beluga

Porém, sob nossa avaliação técnica, o mais impressionante foi a visita a um antigo e desativado Airbus A300 – aquele citado no início do texto como sendo o primeiro avião “widebody” fabricado.

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Partes do chão e das paredes estavam com um material transparente o que nos permitiu ver toda a complexidade da fiação, áreas de carga, e outros compartimentos que o viajante comum (como nós) jamais tem acesso.Também foi o momento da visita onde o discurso da monitora estava mais bem amarrado e que nos permitiu aprender muito e nos proporcionou uma experiência muito rica.

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A visita à Airbus foi interessante e bem educativa mas saímos com uma certa impressão de descuido. Alguns dos materiais de comunicação, maquetes e mock ups estavam bem velhinhos e desatualizados. Entretanto, para escrever este post, andei navegando pelo novo site do programa de visitas e já percebi que a visita passou por algumas modificações. Acredito e espero então que isto tudo tenha passado por uma renovação.

 Gustavo Youssef

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